Eu vou lhe contar que você não me conhece. Eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve. A sedução me escraviza a você, ao fim de tudo você permanece comigo, mas preso ao que eu criei e não a mim. E quanto mais falo sobre a verdade inteira um abismo maior nos separa. Você não tem um nome, eu tenho. Você é um rosto na multidão e eu sou o centro das atenções. Mas a mentira da aparência que eu sou e a mentira da aparência que você é, porque eu não sou meu nome e você não é ninguém. O jogo perigoso que eu pratico aqui, ele busca chegar ao limite possível de aproximação através da aceitação da distância e do reconhecimento dela. Entre eu e você existe a notícia, que nos separa. Eu quero que você me veja a mim. Eu me dispo da notícia. E a minha nudez parada te denuncia e te espelha. Eu me delato, tu me relatas. Eu nos acuso e confesso por nós. Assim me livro das palavras com as quais você me veste. (Fauzi Arap)
Eu vou lhe contar que você não me conhece. Eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve. A sedução me escraviza a você, ao fim de tudo você permanece comigo, mas preso ao que eu criei e não a mim. E quanto mais falo sobre a verdade inteira um abismo maior nos separa. Você não tem um nome, eu tenho. Você é um rosto na multidão e eu sou o centro das atenções. Mas a mentira da aparência que eu sou e a mentira da aparência que você é, porque eu não sou meu nome e você não é ninguém. O jogo perigoso que eu pratico aqui, ele busca chegar ao limite possível de aproximação através da aceitação da distância e do reconhecimento dela. Entre eu e você existe a notícia, que nos separa. Eu quero que você me veja a mim. Eu me dispo da notícia. E a minha nudez parada te denuncia e te espelha. Eu me delato, tu me relatas. Eu nos acuso e confesso por nós. Assim me livro das palavras com as quais você me veste. (Fauzi Arap)
Comentários
Caramba!Perfeito para o meu atual momento.
ResponderExcluirSábia busca e escolha, Wilkie. Parabéns!
Wilkie
ResponderExcluirAdorei essa declamação de Bethania!
Tenho certeza que vc conhece... Quis apenas retratar um momento, em que como esse poema, antigo, foi inutil e vulgar! Veja:
"Quanto a mim... O amor passou!
Só lhe peço que não faça o jeito vulgar...
E que não volte a cara quando passar por mim; nem tenha uma recordação em que entre o rancor!
Fiquemos um perante o outro, como dois conhecidos, que se encontraram,foram felizes por um período, embora hoje sigam outras afeições, conservando no escaninho da alma a memória de seu antigo amor... Vulgar e inútil"
Afonso