‘Eu te digo que já abandonei. Já fui abandonado. Já chorei na janela olhando o céu. Já bebi e dancei por algumas horas para esquecer que o amor bate as portas. Já escrevi palavras deprimidas e esqueci em algum canto. Já ouvi música triste e cantei altas as letras mais melancólicas para reafirmar meu ponto-de-vista. Já telefonei e desliguei antes do alô. Já esperei muitas noites por um toque no telefone, uma mensagem na caixa do correio, um sopro qualquer de longe, de perto, um sopro. Já derramei lágrimas no escuro anônimo do cinema. Já abracei querendo não largar. Já dormi junto de não querer ver o tempo passar. Já fui e sou como qualquer um que ama e conjuga.’
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