Nono fragmento da décima terceira voz (Caio F.)

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Pára de te debater, não vais agüentar. A mulher dos comprimidos já te olhou desconfiada. A garganta dói, provei o que não devia. A cabeça me pesa, pensei o impermitido. Tens que te movimentar no meio desses brilharecos. Tens que desmenti-los um por um. A cada dia assassinar o pai, estuprar a mãe. Pára de sonhar coloridices. Tenho asco de tuas fitas coloridas, teus perfumes. Foi assim que vocês todos morreram antes do tempo. Foi assim que eu não morri. Embora oco, estou no alto da torre, na Curva das Tormentas, as janelas abertas para que entrem todos os demônios. Os anjos também.
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