O coração é um músculo involuntário, diz a ciência. Concordo plenamente, posto que ele pulsa independentemente da nossa vontade. Sendo ele assim, vive um paradoxo: pulsa sem vontade para nos fornecer vontade, que é o princípio da vida. Mas, como afirma com muita propriedade uma minha amiga ali, nada melhor que umas biritas para ele se soltar (soltar a musculatura, né?).
Mas eu sei, todos sabemos: o coração é um vampiro sedento de sangue e movido a paixão e paixão é emoção pura e acredito firmemente que tudo o que acontece em nossas vidas é resultado do grau de paixão que cada um consegue alcançar. É por paixão que construímos e destruímos caminhos e destinos. Não me refiro simplesmente à paixão física, pele com pele (que bom, hein?), mas à essência da força/poder que nos move e que determina as nossas vontades e desejos mais profundos.
Escrevi tanto que estourei o espaço...
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Concluindo:
Como diria Belchior, deixando a filosofia de lado, “paixão ao contrário” seria uma espécie de anti-paixão, que vai além da falta de vontade, além do medo do desejo. Pronto: “paixão ao contrário” é sentir ódio do tesão!
"paixão ao contrário, anti-paixão, ódio do tesão"....e vai muito além da vontade, mesmo !!!
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