Pois
é, te amo mesmo… talvez pra sempre. Mas nem por isso eu deixo de ser feliz ou
viver minha vida. Foda-se esse amor, e como você diria: foda-se você. Te amo de
todas as maneiras possíveis. Sem pressa, como se só saber que você existe já me
bastasse. Sem peito, como se só existisse você no mundo e eu pudesse morrer sem
o seu ar. E, por fim, te amo até sem amor, como se isso tudo fosse tão grande,
tão grande, tão absurdo, que quase não é. Eu te amo de um jeito tão impossível
que é como se eu nem te amasse. E aí eu desencano desse amor, de tanto que eu
encano. Pois ninguém acredita na gente, nem você. Mas eu te amo também do jeito
mais óbvio de todos: eu te amo burra. Estúpida. Cega. E eu acredito na gente.
Sabe, não é um sentimento egoísta e muito menos possessivo. É apenas uma
saudadezinha. Gostosa, tranqüila, bonita, saudável, de longe. E, quem diria:
leve.
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