Livrar-se de uma lembrança é
um processo lento, impossível de programar. Ninguém consegue tirar alguém da
cabeça na hora que quer, e às vezes a única solução é inverter o jogo: em vez
de tentar não pensar na pessoa, esgotar a dor. Permitir-se recordar, chorar,
ter saudade. Um dia a ferida cicatriza e você, de tão acostumada com ela, acaba
por esquecê-la.
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