Imagine que você deu uma
grande festa. No início da celebração, poucos amigos chegavam com presentinhos
que você abria na hora e agradecia. Com o passar do tempo, muitas pessoas foram
chegando ao mesmo tempo e, entre elas, uma trouxe
uma caixa enorme, com algo que você queria há tempos, mas você não sabia o que
era ainda. Por ser uma caixa grande, diferente e minuciosamente enfeitada, você
deixou para abri-la depois, e a guardou num cantinho seguro do salão de festas.
A festa acabou e você saiu
juntando todos os presentes que foram abertos, menos a caixa. No dia seguinte,
lembrou-se dela e voltou para resgatá-la. Ao chegar lá, não a encontrou mais.
Ela havia sido levada por outra pessoa.
E até hoje você ignora o que perdeu. Você não desembrulhou a caixa: e só eu sei que o seu presente era eu.
E até hoje você ignora o que perdeu. Você não desembrulhou a caixa: e só eu sei que o seu presente era eu.
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