A inveja é a religião dos medíocres. Ela os
reconforta, responde às angústias que os devoram por dentro. Em última análise,
apodrece suas almas, permitindo que justifiquem sua própria mesquinhez e
cobiça, até o ponto de pensarem que são virtudes e que as portas do céu se
abrirão para os infelizes como eles, que passam pela vida sem deixar outro
rastro senão suas toscas tentativas de depreciar os demais, de excluir e, se
possível, destruir quem, pelo mero fato de existir, coloca em evidência sua
pobreza de espírito, de mente e de valores. Bem-aventurado aquele para quem os
cretinos ladram, pois sua alma nunca lhes pertencerá.
[...]
A única vingança que lhe resta é roubar da vida o prazer dessa carne firme e ardente que se evapora mais rápido que as boas intenções;e, finalmente, que essa é a coisa mais parecida com o céu que poderá encontrar nessa droga de mundo, onde tudo apodrece, a começar pela beleza e a terminar pela memória.
[...]
A única vingança que lhe resta é roubar da vida o prazer dessa carne firme e ardente que se evapora mais rápido que as boas intenções;e, finalmente, que essa é a coisa mais parecida com o céu que poderá encontrar nessa droga de mundo, onde tudo apodrece, a começar pela beleza e a terminar pela memória.
Comentários
Postar um comentário