Olha,
eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer
pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar
também. Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir.
Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar
nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. [...] Eu abandono
tudo, história, passado, cicatrizes. [...] Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me
pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar
junto. [...]
Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena.
Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.”
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