Quando
eu morrer, não faças disparates
nem
fiques a pensar: “Ele era assim...”
Mas
senta-te num banco de jardim,
calmamente
comendo chocolates.
Aceita
o que te deixo, o quase nada
destas
palavras que te digo aqui:
Foi
mais que longa a vida que eu vivi,
para
ser em lembranças prolongada.
Porém,
se um dia, só, na tarde em queda,
surgir
uma lembrança desgarrada,
ave que
nasce e em vôo se arremeda,
deixa-a
pousar em teu silêncio, leve
como se
apenas fosse imaginada,
como uma luz, mais
que distante, breve.
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